14.1.09

I could use somebody, someone like you*

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Conduzo na mais bela estrada do mundo. O céu está pincelado de cores mágicas, o mar está calmo, sereno. Ouço uma música maravilhosa na rádio. Perfeito. Um fim de dia perfeito.
Propício para pensar demais. E é o que faço. Tenho estado em meditação nos últimos minutos.
"Abdico da minha liberdade, apenas e só, para viver um grande amor." Foi a resposta que te dei ontem. Tenho-a dito várias vezes ao longo destes últimos anos. Brutalmente honesta. Não consigo fazê-lo de outra forma. Nem sei como te explicar melhor. São já tantos anos afastada das relações tradicionais. Não tenho necessidade de um companheiro para as noites frias de solidão, para andar de mão dada, para jantares e idas ao cinema, para fins de semana românticos. A verdade é que não sinto qualquer carência de afectos. Sou muitíssimo feliz. Completa. Preenchida. Espera, não me interpretes mal. Eu não disse que não queria. Eu só não consigo entender uma relação baseada nas faltas que temos. Porque não as tenho. Sou incapaz de manter relações vulgares. Porque eu, volto-te a dizer, eu quero viver uma grande história de Amor.
Mas agora, neste momento de introspecção, nestes instantes em que fumo um cigarro e olho para um mar maravilhoso lá fora, pergunto-me, serei eu realmente capaz me entregar? De verdadeiramente me entregar? Tenho consciência das pessoas especiais a quem nada me dei. E porque eu nunca soube esperar por elas, nunca tiveram qualquer chance. Tinha que ser um agora e já, e nunca foi. Por isso, não farei eu o mesmo contigo? Senão te souber logo protagonista, conseguirei dar-te espaço e tempo? Ou pior, muito pior, se te reconhecer como tal, não me impedirá o medo? Eu que amo a vida a todo o segundo, que mantenho a fé e optimismo, que me dou em amor e amizade, serei eu capaz de amar um homem? Tenho que acreditar que sim. O tempo responderá. Até lá, ligo a ignição e recomeço o meu caminho.
Tenho te a ti à espera. E sabes-me bem.

Ana Almeida

* ao som de "Use somebody" - Kings of Leon

1 comentário:

Anónimo disse...

É uma questão de tempo até haver alguém que não te saiba apenas bem... mas, sim, que te saiba a tudo ;)